A mineradora brasileira CBMM, maior produtora mundial de nióbio, é uma das financiadoras das pesquisas do pesquisador americano John Goodenough, na Universidade do Texas. Goodenough, Stanley Whittingham e Akira Yoshino foram premiados com o Nobel nesta quarta-feira pelo desenvolvimento de baterias de íon lítio. A CBMM se inspirou na pesquisa do trio de cientistas para investir no desenvolvimento de baterias de nióbio, também um supercondutor.

          Um exemplo de vanguarda dessas aplicações é o uso desses produtos nos carros elétricos, da Formula E. Whittingham participou, inclusive, em um dos eventos da Formula E, realizado em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Visando acelerar a adoção em massa do nióbio nesse campo, a companhia recentemente inaugurou um laboratório dedicado em Araxá, Minas Gerais. Também investiu 7,2 milhões de dólares numa fábrica piloto no Japão em parceria com o conglomerado japonês Toshiba.

          Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração fizeram um acordo para desenvolverem e produzirem super baterias para veículos elétricos de grande porte fazendo uso do metal Nióbio. Leia a matéria completa e entenda o poder deste metal que praticamente só existe no Brasil.

          Ricardo Lima, vice-presidente da CBMM, afirma que a bateria de Nióbio está sendo desenvolvida já há três anos numa parceria com a japonesa Toshiba. E detalha: “Pela primeira vez estamos implementando esta solução que, devido ao uso do óxido de Nióbio no ânodo da bateria, permitirá uma operação de carregamento ultrarrápido, em menos de 10 minutos, maior durabilidade, vida útil e segurança”.

          Segundo a Volks, o acordo com a CBMM é estratégico, pois a empresa está consolidada como uma referência mundial no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio para baterias de íons de lítio. Já a Volkswagen Caminhões e Ônibus entrará com sua expertise para estabelecer o comportamento dessas baterias em veículos, com todos os parâmetros de segurança e qualidade para concretizar o desempenho esperado.

          “Há três anos acumulamos experiência na eletrificação e agora aplicaremos essa expertise para viabilizar uma nova tecnologia em baterias. Nosso centro de desenvolvimento de e-Mobility em Resende usará nossa patenteada arquitetura modular para veículos elétricos para expandir a plataforma, que iniciou no e-Delivery, e agora avança para novos modelos. Essa aliança com a CBMM será mais um importante elo rumo à mobilidade do futuro.                 Nosso objetivo é criar uma solução de recarga ultrarrápida, pioneira na América Latina”, avalia Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

          Segundo a Volkswagen, a tecnologia que será empregada nas baterias é fruto de uma pesquisa de mais de três anos feita em conjunto com a Toshiba, uma das mais icônicas empresas de tecnologia do Japão. A expectativa é de que, com o uso do nióbio, as células possam ser carregadas totalmente em 10 minutos, além de ter uma durabilidade bem maior do que as baterias atuais.

Fonte: Automania.net

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